Um dos assuntos mais comentados nas redes sociais desse domingo (27), junto com o tapa do Will Smith no Chris Rock, foi a matéria do Fantástico sobre Gabriel Monteiro. Ele é conhecido na internet por ser vereador bolsonarista, ex-policial militar, influencer e ativista.

Com mais de 23 milhões de seguidores em todas as suas redes, Gabriel também foi o terceiro vereador mais votado em 2020 e faz vídeos de sucesso onde ajuda os mais necessitados. Entretanto, segundo a reportagem, o ex-policial conta com denúncias de assédio moral e sexual, além de manipular crianças.

Em um dos trechos mostrados pelo Fantástico, Gabriel teria ajudado uma criança que estava pedindo dinheiro na rua e a levou para comer fast-food em um shopping center. Na versão sem cortes, diferente da postada em seu canal, o vereador orienta a menina a falar algo que lhe favoreça.

Veja o momento citado abaixo:




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Em outra parte cortada da versão final, Gabriel insiste para que a menina fale que seu pai usa o dinheiro da família com bebidas alcóolicas. Ainda que a resposta original fosse não, o vereador a coage até que ela falasse isso durante o vídeo.

Em outro momento em um de seus vídeos, Gabriel mostra um suposto tiroteio onde chama a polícia no final. No material bruto divulgado pelo Fantástico é revelado que as cenas eram encenadas e o vereador orientava a filmagem, além do que os policiais militares falariam quando a viatura chegasse.

Veja abaixo:


Além disso, três funcionários e ex-assessores parlamentares de Gabriel relataram que ele pedia “carinhos”, incluindo as partes íntimas. Luiza Batista, que foi sua assistente de produção, afirmou que o youtuber alisava seu corpo sem consentimento e tentou forçá-la a ter relações sexuais dentro de um carro.

Após 7 meses de abusos, a ex-funcionária ficou muito abalada e precisou procurar ajuda psiquiátrica, pediu demissão e registrou ocorrências. “Eu queria tirar minha própria vida, porque eu me sentia culpada”, relatou. “Será que estou usando alguma roupa que está causando isso?”

Mateus Souza, ex-assessor e editor de vídeos de Gabriel, contou que muitas vezes não podia comer durante a jornada de trabalho, devido às exigências do chefe. Durante um ano de trabalho, ele foi apenas uma vez na Câmara para “conhecer e tirar uma foto”. Assim como Luiza, ele também disse que “pedia para ele parar e não parava”.

Outro servidor, que preferiu não ser identificado, disse que presenciou cenas constrangedoras quando foi obrigado a trabalhar na casa de Gabriel. “A gente ficava ali na frente e várias vezes ele foi na parte da frente da varanda da casa, e em outros cômodos a gente já viu também, com o órgão sexual para fora”, contou ao Fantástico.

Outra denúncia de estupro foi feita contra Gabriel, vinda de uma mulher não identificada. De acordo com o relato, a relação começou consentida, mas ele não parou quando ela pediu. “Teve um momento que ele usou força. Me segurou e foi com tudo. Me deixou sem saída”, disse.

Gabriel se defendeu das acusações no Twitter, veja abaixo:

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Posteriormente, o vereador também fez outro vídeo desmentindo as afirmações. Veja:




O que você achou da matéria do Fantástico? Qual a sua opinião sobre o assunto?