O trap brasileiro, um gênero musical que vem conquistando a juventude de todo o país, é conhecido por suas batidas pesadas e letras que abordam realidades das periferias e dos conflitos urbanos. Porém, além disso, muitos desses artistas surpreendem por sua formação acadêmica, que vai além do imaginado para quem acompanha a cena musical. Artistas como Oruam, Xamã, Djonga, Filipe Ret e Matuê não apenas fazem sucesso nas plataformas de streaming e nos palcos, mas também possuem formações acadêmicas distintas, que revelam a diversidade de suas trajetórias e a possibilidade de conciliarmos a arte com o conhecimento formal.

Reprodução/Internet

Oruam: Psicologia

Oruam, um dos maiores nomes do trap nacional, cresceu no Morro do Alemão, no Rio de Janeiro. Apesar de ser uma figura polêmica, devido à sua defesa do pai, que está preso por crimes como tráfico de drogas e homicídios, Oruam também surpreende por sua formação em Psicologia. Ao contrário do que muitos imaginam de um trapper oriundo das favelas, Oruam busca um entendimento profundo da mente humana, algo que pode refletir nas letras de suas músicas, que muitas vezes exploram temas de sofrimento e violência.

Xamã: Direito

Xamã é outro artista que quebra estereótipos. Antes de se consagrar no rap e no trap brasileiro, Xamã cursou Direito. Sua formação jurídica adiciona uma camada de profundidade às suas músicas, que frequentemente abordam questões sociais e políticas com uma visão crítica. Xamã não esconde sua militância e usa sua música para questionar e criticar o sistema, o que ganha ainda mais força quando se pensa em sua formação, que lhe oferece um conhecimento detalhado das leis e da estrutura jurídica do país.

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Djonga: História

Djonga, um dos maiores nomes do rap brasileiro, também tem uma formação acadêmica que se distancia do imaginário comum sobre os artistas de rua. Ele cursou História, o que tem grande influência nas suas letras, que falam sobre racismo, resistência e as lutas das periferias. Ao longo de sua carreira, Djonga tem se destacado por sua capacidade de conectar o passado com o presente, trazendo à tona temas históricos de uma maneira impactante.

Filipe Ret: Jornalismo

Filipe Ret, outro artista de peso na cena do rap nacional, tem uma formação em Jornalismo. Sua experiência com a escrita e a comunicação é clara em suas músicas, que, frequentemente, têm um caráter narrativo e reflexivo. Como jornalista, Filipe Ret tem um olhar apurado para os detalhes e para a articulação do discurso, o que ele utiliza em suas letras para contar histórias e questionar aspectos da sociedade.

Matuê: Comércio Exterior

Matuê, um dos nomes mais conhecidos do trap no Brasil, também possui uma formação acadêmica que pode surpreender muitos. Ele cursou Comércio Exterior e chegou a ser professor de inglês, o que demonstra uma conexão com o mundo globalizado. Essa formação, voltada para o comércio e para as relações internacionais, tem uma relação direta com a maneira como Matuê aborda sua carreira e sua música. A sua música, que alcança uma grande audiência no exterior, reflete essa visão global, fazendo com que ele se destaque no cenário do trap brasileiro e também internacional.

A formação acadêmica de artistas como Oruam, Xamã, Djonga, Filipe Ret e Matuê quebra preconceitos sobre o rap e o trap brasileiro, mostrando que é possível aliar a arte das periferias à educação formal. Essas trajetórias demonstram que o conhecimento, seja nas áreas de Psicologia, Direito, História, Jornalismo ou Comércio Exterior, pode ampliar a visão do mundo e proporcionar uma abordagem mais crítica e profunda da realidade social.

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