Um gari foi surpreendido ao encontrar uma recém-nascida dentro de uma sacola enquanto fazia a coleta de lixo, na Zona Norte do Rio de Janeiro, durante a madrugada dessa terça-feira (1). Samuel da Silva Santos estava na Rua Ouro Preto, entre os bairros de Quintino e Cascadura, quando viu algo no chão que chamou sua atenção. Ao se aproximar, pensou ter encontrado uma boneca. Porém, ao pegar o objeto nas mãos, percebeu que se tratava de uma bebê ainda viva. A criança foi abandonada entre os resíduos domésticos e agora está sob cuidados médicos.
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Bebê foi encontrada em lixeira por garis da Comlurb — Foto: Reprodução
“Eu estava vindo do trabalho, entrei na rua para terminar o serviço. Aí, batendo um lixo, coletando, peguei uma caixa e joguei para dentro do caminhão. Quando voltei, vi um negócio no chão e achei até que fosse uma boneca. Falei: ‘Caraca, achei uma bebê reborn! Vou levar para minha filha'”, contou Samuel, ao g1. “Aí, quando eu peguei na mão, vi que era uma nenenzinha, aí começou a chorar e tudo. Paramos o serviço”, completou.
Confira
Um bebê recém-nascido foi encontrado no lixo por garis da Comlurb na madrugada desta terça-feira (1º), na Rua Ouro Preto, entre Quintino e Cascadura, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A criança foi encaminhada para o Hospital Maternidade Herculano Pinheiro, em Madureira.
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— Jornal O Globo (@JornalOGlobo) April 1, 2025
Samuel e os colegas acionaram imediatamente a Polícia Militar. Agentes do 9º BPM (Rocha Miranda) foram ao local e levaram a criança para a Maternidade Herculano Pinheiro, em Madureira. A direção do hospital informou que a recém-nascida segue internada em Unidade Intermediária, com estado de saúde estável. Segundo a equipe médica, ela está recebendo todos os cuidados necessários. O Conselho Tutelar e a Vara da Infância foram acionados e acompanham o caso.
Em nota, a Comlurb elogiou a atuação dos funcionários. “A Comlurb lamenta que um bebê tenha sido abandonado nessas condições e parabeniza seus colaboradores pela atuação exemplar no caso”. O caso foi inicialmente registrado na 40ª DP (Honório Gurgel) e encaminhado à 29ª DP (Madureira), que dá prosseguimento às investigações para identificar quem abandonou a criança.
Intenção de adotar a criança
Emocionado com o ocorrido, Samuel revelou a intenção de adotar a pequena. “Depois do serviço, quando acabou, fui lá [no hospital] fazer uma visita e estou entrando em procedimento pra gente ver como faz pra poder adotar ela”, afirmou. Por ter dois filhos com idades entre 14 e 10 anos, ele contou ao g1 que nunca teve vontade de adotar uma criança, até o encontro da menina nesta terça. Agora, diz que a família até está separando um quarto para ela.
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Samuel pretende iniciar processo de adoção da bebê — Foto: Reprodução
“Os irmãos já estão separando um quarto da casa para ela. Falei para eles que tem que esperar, tem muito trabalho para acontecer. Minha esposa achou que era só trazer a bebê para casa e eu tive que avisar que não pode levar para casa sem passar pela Justiça. ‘Nós vamos adotar?’, ela me perguntou quase que afirmando”, riu o rapaz.
Samuel explicou que uma das razões pelas quais quer adotar a neném é porque quer contar a ela como tudo aconteceu. “Eu quero contar a história de como ela foi encontrada, para que ela não fique perdida no mundo. Mas por enquanto, eu vou esperar todos os procedimentos para entrar com o pedido”.
Anderson Nunes, outro gari que presenciou a cena, disse que foi o caso mais emocionante que viveu em 16 anos de Comlurb. “Eu já vivi enchente, desabamento, protesto. Mas estar em uma situação dessas em que você salva vidas, é emocionante demais. Demos o nome para bebê o nome de Vitória. Porque é isso que ela é. Vamos torcer para que encontrem a família dela. Se encontrar, vou estar visitando e independente de qualquer coisa”, disse Anderson. “Se não encontrar, ela já tem uma família. Ela que criou um vínculo com a gente, e esse vínculo não pode ser tirado”, concluiu Samuel.
Processo não é simples
O processo de adoção, entretanto, não é tão simples. Primeiro, a Vara da Infância e da Juventude encaminhará o bebê para uma unidade de acolhimento. Em seguida, serão feitas tentativas de encontrar familiares que possam cuidar da criança.
“Por determinação legal, antes de encaminhar uma criança ou adolescente à adoção, é necessário esgotar as possibilidades de (re)inserção familiar“, informou a Justiça do Rio. Somente depois, caso nenhum responsável seja localizado ou a família não queira assumir a guarda, o processo de adoção poderá ser iniciado.
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