A contratação de artistas de grande porte para festas sertanejas muitas vezes envolve negociações complexas e desgastantes. Foi exatamente esse o relato feito pelo empresário Edson Marrero, organizador da Festa do Peão de Santa Cruz do Rio Pardo, no interior de São Paulo. Em entrevista ao podcast PdCast, ao lado da filha, Mariana Marrero, ele revelou bastidores conturbados e não poupou críticas à dupla Henrique e Juliano, a quem classificou de “mercenários”.

Foto: daniivalverdee
Bastidores da negociação
De acordo com Marrero, o primeiro acerto com os cantores previa uma apresentação no sábado, pelo valor de R$ 450 mil. Contudo, após a negociação inicial, o contrato não foi entregue, o que já levantou suspeitas por parte da organização: “Nós acertamos com eles pra um [show no] sábado por R$ 450 mil. Acertado, não vem o contrato”, disse o empresário.
Mudança nos valores acordados
Posteriormente, segundo Marrero, os empresários da dupla informaram que os valores haviam sido alterados em uma nova reunião. Os cachês sofreram reajustes significativos conforme o dia da semana: “Eles fizeram uma reunião e a tabela agora é quinta é 500 [mil], sexta é 600 e sábado é 700, mais 50 [mil] da viagem”.
Com isso, a organização do evento precisou cortar outra atração para tentar manter Henrique e Juliano no cronograma: “De 400, vamos pagar os 700, foi uma exigência deles”, destacou.
Show cancelado no sábado
Apesar do acordo, Marrero afirmou que os artistas acabaram optando por uma data mais rentável em outra cidade: “Eles estavam procurando uma data em uma capital, acertaram São Luís, no Maranhão. Palavras deles: ‘Não vai rolar’”. A decisão deixou a organização sem a possibilidade de manter a apresentação no sábado.
Apresentação transferida para quinta-feira
Diante da situação, a saída encontrada foi tentar trazer a dupla para uma apresentação na quinta-feira do evento. No entanto, segundo Marrero, o valor exigido permaneceu em R$ 700 mil, mesmo sendo em um dia menos valorizado: “Aí o que nós fizemos? Vamos ver se Henrique e Juliano vem na quinta-feira. Quanto eles cobraram? Setecentos mil”.
Críticas à postura da dupla
A insatisfação do empresário ficou evidente durante a entrevista. Ele questionou a postura religiosa e pública dos artistas, contrastando com os bastidores das negociações: “E aí, com toda essa safadeza deles, termina o show, eles olham pra cima, agradecem à Deus, ficam rezando… São uns filhos da p*t*”
Em seguida, Marrero reforçou sua revolta: “Vai agradecer a p*t* que par*u, faz a coisa direito. Cumpra aquilo que acordou. Fica essa hipocrisia de mostrar uma coisa lá na frente e aqui atrás ser outra. Eu, por mim, não traria nunca mais”.
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Avaliação sobre credibilidade
Além da questão financeira, Marrero também colocou em dúvida a palavra da dupla, acusando-os de não cumprirem o que foi combinado: “São dois caboclos sem o menor crédito dentro da palavra de homem”, afirmou, destacando que considera a experiência frustrante e prejudicial para a imagem de quem organiza grandes eventos.
Repercussão e impacto no setor
O relato de Marrero expõe um lado pouco conhecido do show business sertanejo: as constantes renegociações de cachês, cancelamentos inesperados e exigências de bastidores. Situações como essa impactam não apenas os empresários, mas também o público que compra ingressos confiando na presença das atrações anunciadas.
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